Monthly Archives: Setembro 2016

Em terras de D. Quixote…

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Aproveitando uma viagem do Coral Évora a terras de D. Quixote, para um concerto em Daimiel, aqui fica uma pequena brincadeira a partir de fotos tiradas em Ciudad Real, Almagro e Toledo.

Uma carta que o cavaleiro andante Quixote poderia ter escrito à sua Dulcineia…

http://coralevora.blogs.sapo.pt/

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(Ciudad Real)

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(Almagro)

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(Almagro)

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(Almagro)

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(Almagro)

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(Ciudad Real)

 

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(Almagro)

 

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(Almagro)

 

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(Ciudad Real, Toledo, Ciudad Real)

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(Toledo)

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(Ciudad Real)

(Ciudad Real)

 

 

 

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Ecoparque Sensorial da Pia do Urso/ Pia do Urso Sensory Eco-Park

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A poucos quilómetros de Fátima localiza-se o “Ecoparque Sensorial da Pia do Urso”, concebido especialmente para invisuais, permitindo que todas as pessoas possam apreender o meio envolvente, utilizando sobretudo os sentidos do tacto, do olfacto e da audição.

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mapa do percurso

O trajecto pedestre do parque está devidamente assinalado no solo, garantindo aos utentes a segurança necessária para efectuar o percurso.

 

Existem vários pontos de paragem, com estações temáticas tácteis, como por exemplo o “Jogo do Galo”, o “Planetário”, a “Estação Musical”. Em cada estação, existe a devida informação em braille.

Este ecoparque situa-se numa antiga aldeia de casas serranas, encontrando-se bastantes em recuperação.

A designação “Pia do Urso” remete para as covas naturais existentes no terreno, num imaginário relacionado com ambiente de verde vegetação e a eventual longínqua existência de um urso que por ali se iria refrescar numa pia de água.

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Se bem que alguns dos equipamentos merecessem já a devida recuperação, a visita ao parque vale bem por diversos aspectos, desde a sua inovadora concepção, até ao usufruto do ambiente natural. Como ponto de início e de informação, sugere-se a visita ao Centro de Interpretação da Pia do Urso; em complemento, existe também o Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso (http://www.descobrirbatalha.pt/#btt). Poderão ser obtidas mais informações através do Turismo do Centro (http://www.turismodocentro.pt).

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raízes

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… percebia agora porque é que, em certos contextos, “casa” e “família” se escrevem com o mesmo caracter, em mandarim… engraçado aquele garatujo, como se fosse um pequeno telhado com raízes. Difícil de desenhar, como difícil é construir uma casa, e uma família. Porque “uma família é uma casa com vida interior”, lá lhe dizia sabiamente a sua avó! Que as paredes não seguram só o telhado… seguram fotos de pessoas de quem gostamos, e aguentam boladas quando se erra a porta, e abafam choros de luto, e fazem ressoar gargalhadas de primavera… e têm janelas que permitem sonhar com o mundo, e portas para o ir procurar… e regressar… às raízes. Fortes, de glicínia, ou a aguentar marés, como num tarrafe, mas raízes, que nos dão estrutura, e nutrem… o resto vem depois, os embates, as quebras de ramos nalgum vendaval, o aparar dos galhos secos, mas a estrutura está lá…

Ia hoje voltar a casa, depois de mundos corridos, e revezes grandes… e por destinos de ventos cruzados ia a uma entrevista para trabalhar num restaurante, no local onde antes tinha sido a sua casa. Sobre técnicas, sentia-se bastante seguro, mas tinha medo que as emoções tomassem a dianteira, se lhe fizessem perguntas mais pessoais… e quando lhe perguntam sobre casa e família, conseguiu com arte disfarçar e lembrou-se dos momentos em que tinha aprendido a cozinhar com a sua avó e conseguiu gracejar dizendo que as maçãs com lagarta têm vida interior (crocante, se bem assadinhas), e que a sua família tinha sal q.b.. Fosse por estas razões, ou outras mais relacionadas com o ovo escalfado no ponto e os mexilhões, na segunda-feira começava a trabalhar…

Finalmente, o que aprendera em família tinha agora sentido. E sentiu então que tinha voltado a casa, às suas raízes…